23 de mar. de 2009

A dança...

Visto estar a participar na elaboração e execução de actividades culturais com idosos, tenho vindo a reparar na importância da dança para estes. Os bailes são uma das actividades mais bem sucedidas com este público, pois para além fazerem os idosos levantarem-se da cadeira e serem activos, também promove a socialização. Uma outra actividade que pude observar foram as danças de salão que ganham cada vez mais adeptos e também tem tido bons resultados. Desta forma decidi pensar e ler um pouco sobre o assunto e partilhar este texto:
“ A dança pode ser considerada a primeira manifestação do emocional humano. Antes da linguagem, antes da música, a necessidade de extravasar um sentimento fez o homem dançar, com passos simples, movimento místico, dançou de alegria, de tristeza, de gratidão, dançou até para anunciar a guerra e descobriu, sem sua longa e difícil trajectória, que poderia dançar por prazer e para ostentar sua riqueza e afirmar seu poder”. (ACHACAR, 1998: p.11)
Estudos comprovam a importância da actividade física para os idosos e a dança é uma actividade que normalmente tem uma boa aceitação por parte destes. Esta, quando praticada regularmente, possibilita melhorias ao nível físico, psíquico e social. As mudanças biológicas que ocorrem no idoso geram algum declínio, deste modo o idoso deve manter-se activo, atenuando futuras limitações. É importante não esquecer a socialização, pois muitos idosos sentem-se sozinhos, algumas vezes são/sentem-se abandonados por parte da família, com baixa auto – estima e a dança e uma forma de atenuar estes problemas.

Algumas das funções da dança - Auto - expressão, Comunicação, diversão e identificação cultural.

Melhorias resultantes desta prática - Coordenação motora, equilíbrio, ritmo, resistência, memorização, bem -estar e melhoria da qualidade de vida.

Parece que vale apena!

7 de jan. de 2009

Trabalhar com idosos

Trabalhar com idosos revela-se muitas vezes uma tarefa complicada, pois deparamo-nos com alguns problemas ligados a estes e às próprias instituições. Ainda existem carências a nível institucional e algumas continuam a não conseguir dar resposta a todas as necessidades dos idosos. No entanto, penso também que são cada vez mais as instituições que apostam em técnicos de animação especializados (profissionais ou licenciados) e cabe-nos a nós mostrarmos o quanto a nossa profissão é importante para melhorar a qualidade de vida dos mais velhos. Apesar de já existirem instituições de apoio a idosos com excelentes condições, tanto ao nível das infra-estruturas como dos recursos humanos, infelizmente nem todas são assim e é nestas que é necessário um maior empenho por parte dos profissionais, pois têm de criar actividades sem recursos financeiros e adequadas aos espaços disponíveis, o que não é impossível juntando um pouco de vontade e imaginação.Relativamente aos idosos, é necessário ter em conta que estes passam por uma série de mudanças biológicas, sociais e culturais e apesar de não ser fácil trabalhar com alguns idosos torna-se extremamente gratificante quando conseguimos alcançar os nossos objectivos. Cada pessoa tem uma personalidade própria e na minha opinião é essencial conhecermos as pessoas com quem trabalhamos, só assim podemos detectar os seus problemas, medos, gostos e necessidades. E deste modo torna-se muito mais fácil planear actividades que agradem a este público.

5 de jan. de 2009

De volta ao blog

O nosso blog perdeu a sua vida, o curso terminou e cada um seguiu o seu caminho. Agora quase um ano depois, com a distância e novos objectivos de vida é preciso fazê-lo renascer. Desta forma desafiamos os nossos colegas para partilharem as suas experiências profissionais. Assim poderemos aprender uns com os outros, afinal a escola da vida está agora a começar!

22 de jan. de 2008

O Projecto

O projecto “A Idade da Sabedoria - recordar o passado, vivendo o presente” foi implementado no Centro de dia da Alagoa, nos dias 18 e 19 de Janeiro de 2008

Pode dizer-se que a terceira idade é o momento mais alto da maturidade, pois os idosos têm uma grande experiência e sabedoria. Merecem respeito, devem ser valorizados e é neste contexto que surge o nosso projecto.

Com a chegada da velhice é importante que os idosos não se fechem no mundo e não se deixem vencer pelos problemas e pelas preocupações. Estes continuam a ser pessoas com necessidades e motivações, devem por isso aceitar esta nova fase da vida com optimismo. Nós, futuros animadores socioculturais, temos um grande papel nesse sentido; ao planearmos actividades que vão ao encontro das necessidades estamos a contribuir para melhorar a qualidade de vida.

Nesta etapa da vida verifica-se a necessidade de um maior apoio por parte das famílias, pois alguns idosos ficam debilitados a vários níveis e já não conseguem realizar sozinhos algumas tarefas. No entanto, diminui a disponibilidade e em alguns casos a disposição para tomar conta dos pais, sogros, avós, maridos ou esposas. Estes não conseguem sozinhos encontrar soluções para os problemas que vão aparecendo e surge a necessidade de colocar os idosos em lares ou centros de dia. Por vezes as famílias não dão a devida atenção aos seus familiares e as instituições não conseguem muitas vezes dar resposta às necessidades de carinho, afecto e atenção.

A evolução dos tempos trouxe alguns problemas para os indivíduos que vivem actualmente. Evidenciou transformações sem precedentes, no que diz respeito às relações existentes entre a sociedade e o grupo da terceira idade. Neste caso em particular existe um grande distanciamento entre os idosos e a comunidade local.

Envelhecer não é grave, o que se pode tornar grave são as consequências que essa nova fase pode trazer; a inactividade, a solidão levam ao desalento e ao desinteresse pela vida e por isso é necessário motivar os idosos para que sejam mais activos. Podemos mostrar-lhes que ainda são úteis fazendo com eles pequenos trabalhos simples.

A solidão é um dos maiores inimigos do Homem e pode causar muitas doenças e distúrbios psíquicos. Sentir-se só, fragiliza, deprime e entristece, por isso é muito importante para nós que estas pessoas não se sintam sozinhas, pois o principal problema não é tanto o viver só, mas sentir-se só.
Relativamente ao projecto, foi necessário conhecer os idosos, conhecer as suas necessidades para saber quais as actividades mais apropriadas para estes. Passamos algum tempo com os utentes do centro de dia e as conversas que tivemos com eles e com as funcionárias que lá trabalham foram deveras importantes para a elaboração deste projecto.

O indivíduo ao entrar na idade da velhice tem, por vezes, uma certa decadência a nível psicológico, afastando-se de tudo e de todos. Pelo contrário, pensamos que o indivíduo devia continuar a interagir e a relacionar-se com os outros e não cair na decadência.

Na vida do idoso dá-se uma progressiva passagem da fase da autonomia para fase da dependência e inactividade, para combater esses problemas são necessárias actividades lúdicas. Todo este processo pressupõe e implica a presença e a dinâmica de um Animador Sociocultural, que vise a promoção e o desenvolvimento destas actividades, organizando e dinamizando o tempo e o espaço, através da interacção com este grupo.

Em conclusão, o que nós procuramos é dinamizar o tempo dos idosos, favorecer o contacto com outras pessoas promovendo a socialização, que os idosos sejam mais activos e que tenham orgulho de serem idosos.

21 de jan. de 2008

Avaliação do Projecto

1º Dia

Sexta-feira, dia 18 de Janeiro de 2008

“Entre gerações”

Actividade:

Actuação das crianças da Escola Primária e do Jardim de Infância (quatro canções).

Pontos positivos: As crianças proporcionaram aos idosos um momento lúdico. Enquanto as crianças cantavam também faziam gestos, alguns idosos procuraram acompanhá-los, copiando-os. Este foi um momento alegre e divertido.

Actividades em paralelo: Jogos tradicionais e trabalhos manuais (moinhos de vento e flores de papel) elaborados pelos idosos em conjunto com as crianças.

Jogo do Burro

Corrida de sacos
Latas

Moinhos de Vento

Flores de papel

Em relação aos trabalhos manuais, como a maior parte dos utentes não se desloca com facilidade, devido à falta de mobilidade, pedimos às crianças que fossem para junto destes e em conjunto elaborassem as flores e os moinhos de vento, promovendo assim a interração destas duas gerações.

No fim das actividades ainda tivemos oportunidade de ver alguns idosos juntarem-se para jogar as cartas.

Pontos positivos: A interacção entre as crianças e os idosos foi muio proveitosa, pois conseguimos incentivar os idosos a participar nos jogos tradicionais (grupos formados por idosos e crianças), nomeadamente no burro, latas (conseguimos através deste jogos desenvolver a cordenação e a concentração) e sacas, neste último os idosos apenas apoiavam as crianças.

Pontos negativos: Verificámos que um número menor de crianças teria sido mais apropriado, pois o elevado número de crianças provocou alguma instabilidade (barulho e movimentação excessivos) para os utentes que estão habituados a um ambiente sossegado. Apesar disso, a interacção entre os idosos e as crianças foi bem sucedida e podemos até dizer que para além dos nossos objectivos serem alcançados, também foram superados.

2º Dia

Sábado, dia 19 de Janeiro de 2008

“Partilha de saberes e experiências”

Actividade: Palestra com os utentes e responsáveis do Centro Social do Pego e mostra de alguns dos artefactos que estes produzem.

Pontos positivos: Com esta actividade criou-se um ambiente de partilha de saberes entre os os utentes do Centro de dia da Alagoa e os idosos do Centro Social do Pego, tiveram oportunidade de partilhar entre si várias experiências e expressar-se (houve quem canta-se, por exemplo). O animador que acompanhou os utentes do Centro Social do Pego projectou algumas fotos de actividades feitas no Centro e deixou com a Vice Presidente o boletim/jornal do Centro Social. Alguns artefactos foram passados de mão em mão e alguns idosos explicaram a evolução do objecto/como é que aquele objecto tinha sido elaborado.
Verificámos que as conversas e as mostras dos artefactos feitos pelos idosos e com a ajuda dos técnicos do Centro Social do Pego, suscitaram curiosidade e interesse por parte dos utentes do Centro de dia da Alagoa, que demostraram vontade em conhecer as instalações do Centro de dia do Pego, bem como aquilo que lá fazem.

O exemplo que mostrámos tornou-se muito positivo, no sentido em que os idosos perceberam que podiam fazer algo, em vez de passarem todo o tempo sentados à espera que mais um dia chegue ao fim.

Idosos e funcionários ouviram atentamente os utentes, técnicos, animador e representantes da Idosos e funcionários do Centro de Dia da Alagoa ouviram atentamente o presidente, os técnicos e os utentes do Centro Social do Pego e admiraram o trabalho que desenvolvem lá no Centro do Pego. Este tornou-se num exemplo a seguir e acreditamos que tanto os idosos como funcionários e membros da direcção do Centro de Dia da Alagoa ficaram com vontade de dar, de algum modo, seguimento ao nosso projecto, desenvolvendo com os utentes algumas actividades simples.

"Conversas à lareira"

Actividade: Conversas à "lareira" com alguns familiares dos utentes.

Pontos positivos: A partilha/relato de algumas das histórias dos tempos passados dos utentes por parte dos seus familiares com o público, fez despoletar alguns sentimentos de alegria, entusiasmo, recordação e algumas das vezes tristeza. Esta actividade foi muito importante para os utentes da instituição e para as respectivas famílias, proporcionando-se um momento de emoções e demontrações de carinho.

Utilizámos para esta actividade uma sala do Centro de dia mais pequena que o salão e esse facto contribuiu para que o ambiente se tornásse mais acolhedor e informal, permitindo assim uma maior abertura à conversa.

“Música e Ritmo”

Actividade:
Actuação do Rancho folclórico dos Fortios.

Pontos positivos: De entre as várias actividades que proporcionámos aos idosos, esta foi a actividade que melhor se enquadrou para um "final em grande". Com esta actividade conseguimos recriar um ambiente alegre e dinâmico, onde toda a comunidade se pôde divertir e conviver.

Conclusões
Conseguimos perceber de várias formas que os idosos tinham ficado muito entusiasmados e felizes com aquilo que lhes tinhamos preparado, o que foi para nós muito gratificante.
Foram feitos alguns comentários por parte da direcção, funcionários, utentes e comunidade que nos fizeram ver até que ponto a nossa interevenção tinha sido importante. Conseguimos perceber que tinhamos deixado uma pequena semente que certamente irá crescer e que este projecto foi uma pequena rampa de lançamento para que se comecem a desenvolver pequenos trabalhos com os utentes.
Este projecto foi algo inovador para o Centro de Dia da Alagoa; e com ele crescemos e rimos. Os objectivos gerais e especificos do projecto foram superados assim como os objectivos de cada actividade. Os horários foram cumpridos.
E para terminar agradecemos a todas as pessoas que nos ajudaram a pôr em pé este Projecto. Agadecemos aos utentes do Centro de Dia por nos terem recebido de braços abertos e por terem participado com entusiasmo nas nossas actividades (para conseguir que isso acontecesse tivemos de os preparar e dialogar muito com eles). De certo que todos nós aprendemos algo nestes dois dias.

19 de jan. de 2008

Realização do projecto

De acordo com o programa elaborado e publicitado começámos no dia 18 a implementação do projecto no terreno. Como recta final da fase de preparação, ocupámos a manhã com os últimos preparativos, terminámos a decoração e conversámos com os idosos sobre o que iria acontecer e qual a importância de participarem.

A primeira actividade de sexta-feira foi a actuação dos meninos da escola primária e da creche, à qual os idosos ouviram com atenção e alegria. Após a actuação houve um lanche convívio, um pequeno intervalo a que se seguiram mais actividades: os jogos tradicionais, confecção de moinhos e flores de papel. Tentámos motivar a interacção entre os idosos e as crianças e esse objectivo foi alcançado, juntos jogaram alguns jogos, no jogo das sacas idosos torciam pelos mais novos, os idosos que no dia anterior tinham aprendido a fazer flores de papel ensinaram as crianças com grande entusiasmo. Crianças e idosos que tantas vezes tinham estado juntos no mesmo local, mas agora estavam mais próximos, riam juntos e respeitavam-se mais.
No sábado o dia iniciou-se com a palestra, podemos dizer que foi muito importante a presença do Centro Social do Pego, não só por mostrarem os artefactos realizados na instituição, mas também pelos testemunhos que foram dados pelo animador, membros da direcção e principalmente pelos idosos. Estes emocionaram utentes e funcionários do Centro de Dia, mostraram que é possível serem idosos activos e nunca podem desistir de viver. Em relação aos artefactos, uma funcionária explicou como se faziam alguns, uma idosa fez uma pequena demonstração e alguns dos utentes do Centro de Dia da Alagoa até experimentaram. No fim desta actividade, idosos e funcionários dos diferentes centros ainda trocavam experiências e já imaginavam uma futura visita ao Centro Social do Pego.
A segunda actividade de sábado, “Conversas à lareira”, foi um momento verdadeiramente emocionante, com uma mistura de sentimentos de alegria e tristeza. Apareceram filhos, sobrinhos e até netos, que contaram histórias, deram testemunhos e emocionaram os idosos, as restantes famílias e até nós. Os idosos adoraram ter os seus familiares ali ao lado, a dar atenção e a demonstrar o quanto os admiravam. Nós incentivámos para que estas “Conversas à lareira” continuassem, pois não há maior alegria para os idosos do que terem as suas famílias a dar atenção.
A última actividade, foi o finalizar de um projecto que nos surpreendeu pela positiva, apareceram muitas pessoas da aldeia, o Rancho Folclórico dos Fortios fez uma óptima actuação e os idosos participaram como puderam. No fim, só existia um sentimento de satisfação e saudade, pois para estas pessoas estes dois dias poderiam continuar por muito mais tempo.

18 de jan. de 2008

A preparação para o projecto

Desde o início da semana passámos grande parte do nosso tempo junto dos idosos preparando-os e motivando-os para as actividades. Este trabalho consistiu em conversas, elaboração de bandeiras (para a decoração da sala), moinhos e flores de papel.

No início, verificamos que eles não mostaravam grande interesse em participar nas actividades. Ao mostra-lhes as tarefas simples que poderiam fazer esses foram mudando de opinião e com a nossa ajuda realizaram-nas com entusiasmo.

15 de jan. de 2008

Cronograma

10 de jan. de 2008

No decorrer do projecto

Destinatários: Este projecto abrange os idosos que estão diariamente no Centro de dia da Alagoa, assim como aqueles que usufruem do apoio ao domiciliário.

Análise da realidade: Para sabermos de que forma iríamos implementar um projecto no Centro de dia da Alagoa e quais as actividades que melhor se adaptariam ao nosso público-alvo, recorremos a conversas informais com os idosos; diálogos com os funcionários que trabalham na instituição acerca do seu funcionamento e dos seus utentes e diálogo com os responsáveis do Centro de dia.
Estratégias: Para algumas das nossas actividades foi necessário pedirmos alguns apoios/participação de alguns dos familiares, recorrendo a conversas informais com estes para incentivá-los a participar, tivemos necessidade também de contactar com a directora da Escola Primária da Alagoa, para solicitar a presença de um grupo de crianças; contactámos com o Grupo coral dos Fortios para uma actuação no sábado à tarde; pedimos um empréstimo de alguns Jogos tradicionais em Portalegre.
Resultados esperados: Pretendemos que os idosos socializem e que este projecto lhes dê motivação para continuarem, nunca à parte da comunidade, estabelecendo relações com outros idosos, assim como com crianças e com todos aqueles que se disponibilizem.
Divulgação: Cartazes informativos e panfletos
Cartaz

Panfleto

Os objectivos do Projecto

Objectivos:

Objectivos gerais:
· Promover a socialização entre os idosos e a comunidade
· Melhorar a qualidade de vida dos idosos mediante a prática de actividades lúdicas e de expressão plástica
· Contribuir para a promoção de estilos de vida activa
· Contribuir para a existência de momentos de convívio e socialização
Objectivos específicos:
· Promover a socialização entre os idosos e a comunidade local (principalmente com crianças) e também com idosos de outras instituições
· Criar um clima agradável em toda a instituição
· Para se sentir bem consigo mesmo
· Para aumentar a sensação de bem-estar
· Para comunicar e relacionar-se com os outros
· Fazer renascer gostos e desejos dando a cada um a ocasião de se redescobrir
· Participar na vida do grupo e da instituição

Planificação das Actividades

Sexta-feira
1ª Actividade: “Entre gerações”
· Actuação das crianças (quatro canções)
· Jogos tradicionais
· Construção de flores e moinhos de papel
Objectivos:
· Promover o convívio entre os idosos e as crianças · Proporcionar momentos lúdicos e recreativos · Promover as relações sociais · Desenvolver a coordenação e a concentração

Recursos materiais:
Jogo do Burro, jogo de derrube de latas, sacas, cartas, microfones, colunas, cartolinas, alfinetes com cabeça, contas, pauzinhos, tesouras, cola, arame e papel plissado.

Descrição: Estas actividades têm um objectivo em comum: a interacção entre as crianças e os idosos. Na primeira serão as crianças a proporcionar um momento lúdico aos idosos, enquanto que na segunda actividade serão os idosos a ensinar as crianças a jogarem os diversos jogos tradicionais. Por último, crianças e idosos irão construir em conjunto moinhos e flores de papel para oferecer no dia seguinte.

Contactos:
· Contactar com a direcção da escola do 1º ciclo da Alagoa, incentivando o convívio entre as crianças e os idosos.

Sábado
Manhã
1ª Actividade: “Partilha de saberes e experiências”
· Mostra de trabalhos manuais feitos por idosos
· Mostra de trabalhos manuais feitos através de materiais recicláveis (por uma jovem)
· Participação na aprendizagem de alguns trabalhos manuais
· Palestra sobre actividades que se podem desenvolver com idosos

Objectivos:
· Partilhar saberes e conhecimentos;
· Motivar os idosos através do exemplo do Centro Social do Pego;
· Motivar os idosos para que se tornem mais activos;
· Promover a socialização;
· Desenvolver a motricidade fina, precisão manual e a criatividade

Descrição: Pretendemos trazer alguns idosos do Centro Social do Pego para darem a conhecer os vários trabalhos que têm desenvolvido no centro; isto para incentivar os idosos do centro de dia da Alagoa a serem mais activos e deixarem de pensar que já não são capazes de fazer nada. Iremos realizar uma palestra, onde a directora do centro e o animador falarão dos benefícios que estes trazem para os idosos, mostrarão também como se fazem alguns desses trabalhos e iremos promover a conversa entre idosos sobre a experiência que tiveram ao realizar aqueles trabalhos. Para reforçar a aprendizagem, estará também uma pessoa a desenvolver pequenos e simples trabalhos manuais com material reciclado, visto ser um exemplo de como se podem fazer diversos artefactos a baixo custo e também para incentivar, principalmente, os idosos a participarem na elaboração de algumas peças.
Recursos materiais: Mesas, cadeiras, projector multimédia, computador, microfone, colunas.
Contactos:
· Contactar o Centro Social do Pego, com vista a estabelecer um intercâmbio entre este e o Centro de dia da Alagoa
· Contactar a jovem que desenvolve os trabalhos com materiais recicláveis
Tarde
2ª Actividade: "Conversas à lareira"
Objectivos:
· Incentivar a interacção entre os idosos e as famílias
· Motivar as famílias para uma participação mais activa na vida dos idosos e da instituição
Descrição: Esta actividade consiste em relatos feitos pelos filhos dos idosos, sendo que no decorrer desta os idosos poderão intervir.
Recursos materiais: microfones, colunas, projector multimédia, computador, fotografias dos idosos.
3ª Actividade: “Música e Ritmo”
Objectivos:
· Proporcionar momento lúdico
· Promover o convívio e a socialização
· Incentivar à participação da comunidade local
Descrição: Com esta actividade pretendemos trazer o Rancho Folclórico dos Fortios, motivando a comunidade local a participar. Queremos proporcionar um ambiente de festa e convívio, onde os idosos também recordarão tempos passados.
Recursos materiais: Materiais decorativos (bandeiras, balões de papel, fardos de palha), microfones e colunas.
Contactos:
· Contactar com o rancho folclórico dos fortios
· Convidar as famílias a participarem
Esquema da planificação Finalidade – Promover a socialização, aproximar os idosos da comunidade

26 de dez. de 2007

O dia-a-dia dos idosos

Ao longo destas últimas semanas visitámos o centro de dia da Alagoa, conversámos com idosos e funcionárias, participámos na festa de natal da instituição e foi-nos possível avaliar a situação desta. Deparámo-nos com a maioria dos idosos com muitos problemas a nível motor, têm dificuldade a movimentarem-se sozinhos e aqueles que são independentes passam pouco tempo na instituição, aliás na maioria das vezes vão apenas ao centro para fazerem as refeições.[1]

Relativamente aos idosos dependentes e semi-dependentes, que estão todo o dia na instituição, passam todo o dia sentados a ver televisão, a dormir e muitas das vezes apenas a pensar. São poucos os que saem para ir dar um passeio ou apenas andar um pouco e nesta altura do ano ainda se movimentam menos. Em relação aos idosos que usufruem do apoio ao domiciliário, e ao contrário do que pensávamos, também têm muitos problemas principalmente ao nível físico e alguns até se encontram acamados.
Nesta instituição um dos poucos momentos lúdico que têm é a festa de natal, deste modo não poderíamos deixar de estar presentes. Esta consistiu na realização de uma missa, um baile e um lanche convívio. Não são muitos os idosos que podem dançar, mas aqueles que o fazem é com muita alegria e mesmo quem estava apenas a observar estava feliz com aquele momento.
Para além do que foi referido anteriormente, notámos também um sentimento de solidão por parte dos idosos e algum distanciamento relativamente à comunidade. Deste modo o projecto tem como objectivo principal combater essa solidão, promovendo a socialização entre os idosos e outras pessoas, que poderão ser crianças, jovens e até mesmo idosos de outras instituições.
[1] Os idosos podem-se considerar: - Dependentes (os que necessitam de apoio vital), semi-dependentes (os que necessitam de cuidados pessoais e de enfermagem), autónomos (os que necessitam de supervisão próxima), independentes com ajuda ou independentes.

12 de dez. de 2007

CENTRO DE DIA DE ALAGOA

O Centro de Dia de Alagoa, tem sede na antiga Casa do Povo da referida localidade e é neste local que funciona há treze anos, desde que este deixou de estar adstrito às valências antes associadas a uma “Casa do Povo”.
O espaço em questão é constituído por: recepção/gabinete; cozinha; refeitório; uma sala de estar (com televisão); casa de banho de senhoras; casa de banho de senhores; uma sala ampla que dispõe de um palco, um camarim e de casas de banho.

A equipa que trabalha no Centro de Dia de Alagoa é constituída por: uma encarregada que gere a instituição a todos os níveis – financeiramente, administrativamente, distribuição de tarefas; uma cozinheira; duas auxiliares gerais – que se ocupam do apoio domiciliário bem como apoiam na distribuição da alimentação e nas limpezas do Centro; uma auxiliar de centro de dia – desenvolve o contacto mais directo, a todos os níveis, com os utentes que frequentam o Centro de Dia. O Centro de Dia, desenvolve duas funções (embora se unifiquem em torno do mesmo objectivo – auxilio a quem necessita) distintas: por um lado, recebe diariamente 17 idosos em serviço de centro de dia, ou seja, pessoas que todos os dias afluem à instituição pela manhã (a maior parte delas faz essa deslocação no veículo do Centro de Dia, regressando ao fim do dia da mesma forma), onde lhes é, ao longo do dia, assegurado todas as refeições, acompanhamento ao nível das necessidades diárias (medicamentos a horas, apoio higiénico, auxilio para ir a casa de banho quando necessário) e um espaço (uma sala) com condições de higiene e conforto onde podem, em segurança, conviver, descansar ou realizar algumas actividades do interesse de cada um (fazer renda, ler, etc.).

Existe igualmente um pequeno espaço exterior onde alguns vão gerindo uma pequena horta - plantando alguns legumes, regando, etc..
Porque se trata de um Centro de Dia e não de um Lar, os referidos idosos, findo o jantar regressam a suas casas; por outro lado, o Centro de Dia de Alagoa presta igualmente apoio domiciliário a quinze pessoas. Deste grupo, a maioria são idosos que por não serem viúvos ainda querem vivenciar no seu próprio espaço, existindo contudo alguns que (segundo a Dª Conceição – encarregada da instituição) apesar de manifestamente já não terem autonomia para cuidar e manter de uma casa ou manterem-se nela sozinhos, preferem (por teimosia, orgulho) não frequentar activamente o Centro de Dia. Do grupo de quinze, há uma minoria que se mantém em casa por estar acamada, uma vez que o Centro de Dia não dispõe nas suas infra-estruturas de quartos onde se possam deitar. Ao nível do apoio domiciliário a instituição em causa desenvolve o seu acompanhamento deslocando-se diariamente a casa dos utentes – pela manhã ajudando os utentes na sua higiene pessoal e deixando-lhes o pequeno-almoço, por volta do meio dia, para lhes deixar o almoço e também o lanche (a seguir ao almoço e após toda a distribuição, passam novamente em casa dos utentes recolhendo a loiça suja que é lavada no Centro de Dia) e novamente à noite para lhes levar o jantar (metodologia igual à do almoço para recolha da loiça suja).
O Centro de Dia presta ainda, nos casos em que se justifica, um serviço que é comum aos utentes em centro de dia e aos utentes em apoio domiciliário - a todos aqueles que necessitam, é assegurada, uma vez por semana, a limpeza de suas casas.
Os recursos financeiros que permitem o desenvolvimento deste trabalho, provêm dos utentes e da segurança social. Os utentes em centro de dia contribuem com 50% das suas pensões/reformas, os utentes em apoio domiciliário contribuem com 60% das suas pensões/reformas. Quanto à Segurança Social, o protocolo existente entre ambas as partes abrange 20 utentes em centro de dia, querendo isto dizer que a Segurança Social apoia, a este nível, um máximo de 20 utentes reservando-se ao direito de, proporcionalmente, adequar o referido apoio caso o número de utentes seja menos que vinte e não tendo a obrigação de o ajustar caso o número de utentes supere os 20. Relativamente ao apoio domiciliário, a contribuição da Segurança Social varia de acordo com o serviço prestado. Até ao ano lectivo anterior, funcionava também na instituição um ATL destinado às crianças, que entretanto deixou de existir, uma vez que esta valência visava ocupar o espaço de tempo desde então preenchido pelos “prolongamentos” que passaram a existir no ensino básico. Contudo, o Centro de Dia, mantém actualmente uma cooperação com a escola básica de Alagoa, servindo diariamente o almoço a 17 alunos da mesma.
No âmbito do nosso projecto, resta ainda referir que os utentes do Centro de Dia de Alagoa nunca usufruíram na instituição de qualquer actividade ou animação a eles destinada.

6 de dez. de 2007

Os primeiros passos do projecto

Nesta primeira fase do projecto procedemos à identificação do ponto de partida, ou seja, quando se elabora um projecto não se pode aplicar uma metodologia sem primeiro se estudar a necessidade do projecto nesse local. O projecto a aplicar deve estar adaptado à realidade em que se vai inserir, deste modo é essencial estudar a própria instituição, o público-alvo, o meio e as experiências anteriores. É este estudo que nos encontramos a realizar que permitirá descobrir quais os condicionamentos, positivos e negativos, que permitirão uma melhor concepção da intervenção.

O processo de envelhecimento

Como foi abordado anteriormente, o envelhecimento deve ser entendido como uma fase da vida do indivíduo, que provoca várias transformações:

Animação em Instituições

O trabalho de animação é ainda mais complexo quando se trata de idosos institucionalizados, em lares, centros de dia e centros de convívio. Luís Jacob, defende que a animação de idosos começa quando respeitamos os mais elementares dos seus direitos, como sejam o direito à escolha, o direito à privacidade e o direito à integração e à participação activa. Relativamente à animação, esta nunca é uma prioridade nas instituições. Estas dirigem os seus recursos principalmente para a higiene, saúde e alimentação, e só se sobrar tempo e alguns meios se preocupam com a animação. Esta é sempre considerada secundária e sem grande validade. A maioria das organizações limita-se a fazer alguns passeios e duas ou três festas anuais. No entanto, a animação pode contribuir para o cuidado do idoso e para a melhoria da sua qualidade de vida. A animação cria acontecimentos, que alteram a rotina diária e ao fazer as pessoas conviverem umas com as outras, causa uma diminuição efectiva da conflitualidade. A animação ligada às artes plásticas e à motricidade faz com que os idosos melhorem ou mantenham a sua autonomia e capacidade de movimento. Nós consideramos que é muito importante a presença de um animador nestas instituições, este deveria trabalhar em colaboração com toda a equipa multidisciplinar e com as próprias famílias dos idosos, no sentido de proporcionar um vivência digna e de qualidade a todos os seus utentes. Visto que os idosos dispõem de muito tempo livre é necessário pensar na ocupação dos mesmos, para que deixem de existir tantos “tempos mortos”. Assim a animação pode contribuir para uma acentuada melhoria do seu dia-a-dia. Ao longo dos tempos surgiram vários conceitos de Animação, mas todos com alguns pontos em comum, tal como o facto de ter uma função social, cultural ou de estimular à participação. A Animação de Idosos, pretende melhorar a qualidade de vida destes, tornando-os mais activos.

Animação de idosos

Segundo Luís Jacob, a animação de idosos é a maneira de actuar em todos os campos do desenvolvimento da qualidade de vida dos mais velhos, sendo um estímulo permanente à vida mental, física e afectiva da pessoa idosa.

A animação deve solicitar a participação dos utentes e ao torná-los mais activos e interventivos, fazer com que eles se sintam mais úteis e pessoas de pleno direito.

O conceito de Animação

É difícil definir o conceito de Animação Sócio-Cultural, deste modo apresentamos definições e conceitos de autores e especialistas nesta área/campo. A UNESCO (1982), definiu o conceito de Animação Sócio-Cultural como “(…) o conjunto de práticas sociais que têm como finalidade estimular a iniciativa e a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sócio-politica em que estas estão integradas.” Segundo o ponto de vista do autor Avelino Bento, Animação Sócio-Cultural “(…) é uma forma de acção sócio-pedagógica que, sem ser a única, se caracteriza pela procura e pela intencionalidade de gerar processos de participação das pessoas em áreas culturais, sociais e educativas que correspondam aos seus próprios interesses e necessidades”. (Avelino Bento, 2003, pág. 120-121) A Animação Sócio-Cultural representa um conjunto de acções que devem facilitar o acesso a uma vida mais activa, mais participativa e mais criadora, dominando melhor as mudanças; comunicando-se melhor com os outros, cooperando melhor na vida de sociedade da qual fazem parte, desenvolvendo assim a sua personalidade e adquirindo ao mesmo tempo uma melhor e maior autonomia.

5 de dez. de 2007

Conhecer a Alagoa

Geografia

Alagoa é a mais pequena freguesia de Portalegre, com 18,19 km² de área e 750 habitantes. Fica situada na margem esquerda da ribeira de Nisa, no extremo noroeste do concelho e encontra-se a cerca de catorze quilómetros da cidade.

Actividades económicas

Agricultura, pequeno comércio, panificação, construção civil, transformação de madeiras, móveis e extracção de inertes.

Festas e Romarias

S. Miguel (2ª. Semana de Agosto) e Festas de Verão (último fim-de-semana de Julho).

Património

Igreja matriz, fonte Velha e forno público.

Outros Locais

Reserva de caça associativa e arquitectura tradicional.

Gastronomia

Açorda alentejana, sopa de cachola, migas e ensopado de borrego.

Artesanato

Artefactos em madeira ou cortiça e sapataria.

Colectividades

Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Alagoa e Associação de Caçadores de Alagoa.

23 de nov. de 2007

O envelhecimento...

Constitui um processo universal, inerente a todos os seres vivos, e, no caso particular do ser humano, envolve, pelo menos, três aspectos fundamentais: biológico, social e psicológico.

Em conjunto, estas três componentes influenciam decisivamente a capacidade de adaptação ao meio ambiente do ser humano,contribuindo para o declínio progressivo das suas aptidões físicas e psicológicas.

A pessoa torna-se, consequentemente, mais vulnerável a determinadas situações - como, por exemplo, o decréscimo gradual da capacidade de concentração, da memória e da coordenação física - que podem, por sua vez, conduzir à diminuição da auto-estima, desmotivação e isolamento social.

Nestas faixas etárias são comuns as alterações metabólicas e a diminuição da eficácia do funcionamento de alguns órgãos, surgindo mais frequentemente distúrbios relacionados com insuficiências cardíacas e musculares, ossos e articulações, doenças vasculares e metabólicas.

In Diciopédia 2008 [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2007. ISBN: 978-972-0-65263-8